MS cria GATE para reforçar resposta à dengue: fluxos assistenciais integrados e pontos de hidratação em estados e capitais.
O Ministério da Saúde instituiu, em 08 de outubro de 2025, os Grupos de Apoio Técnico Estratégico (GATE) para organizar e fortalecer a rede assistencial durante picos de dengue e outras arboviroses. Estados e capitais devem estruturar fluxos entre unidades e ampliar pontos de hidratação, integrando Atenção Primária, Urgência/Emergência e Vigilância.
O que muda na prática
- Criação formal dos GATE locais, atuando junto às Salas de Situação/COEs.
- Composição mínima: Atenção Primária, Urgência/Emergência, Vigilância em Saúde, Regulação de Leitos/Transporte, Laboratórios e Educação Permanente.
- Atribuições principais:
• Monitorar capacidade assistencial e insumos.
• Reorganizar fluxos para casos suspeitos/confirmados, com salas/unidades de hidratação e fluxos independentes.
• Integrar saúde suplementar e padronizar manejo clínico.
• Regular leitos e transporte sanitário (referência/contrarreferência).
• Capacitar equipes e investigar óbitos para melhoria contínua.
Serviço ao leitor
- Sintomas de alarme: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento, tontura, sonolência. Procure unidade de saúde imediatamente.
- Emergência médica: 192 (SAMU).
- Cuidados básicos: hidratação frequente; evite anti-inflamatórios sem avaliação médica.
- Onde ir: acompanhe os comunicados da Secretaria de Saúde do seu município/estado com endereços de pontos de hidratação e unidades de referência.
Contexto
A medida dá governança assistencial às arboviroses, reduz superlotação e acelera o atendimento adequado nos diferentes níveis do SUS. Com os GATE, gestores locais alinham porta de entrada, referência e contrarreferência, reduzindo mortes evitáveis e tempo de espera.

