

Obras de adutoras, reservatórios e estações prometem melhorar o abastecimento de água para milhões de moradores do litoral paulista
O Governo do Estado de São Paulo anunciou um pacote de R$ 7,5 bilhões em investimentos em obras de saneamento e infraestrutura hídrica na Baixada Santista, região da RMSP, com impacto direto em cidades como Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Bertioga. As intervenções envolvem a construção de adutoras, reservatórios e estações de tratamento, com foco na ampliação da oferta de água e na redução de gargalos históricos no abastecimento.
As obras estão em diferentes fases de execução e planejamento e fazem parte da estratégia estadual para garantir segurança hídrica em uma região marcada por crescimento populacional, alta demanda sazonal e limitações geográficas para captação e distribuição de água.
O pacote de investimentos prevê a ampliação e modernização da infraestrutura existente, com novas adutoras para transporte de água, reservatórios para aumentar a capacidade de armazenamento e estações que melhoram o tratamento e a distribuição do recurso.
A Baixada Santista enfrenta desafios específicos por estar entre o mar e áreas de preservação ambiental, o que exige soluções técnicas mais complexas. As obras buscam equilibrar crescimento urbano, preservação ambiental e garantia de abastecimento regular, especialmente em períodos de estiagem ou de alta ocupação turística.
A região da Baixada Santista concentra milhões de moradores fixos e recebe um grande volume de visitantes ao longo do ano, principalmente em feriados e na alta temporada. Esse aumento temporário da população pressiona os sistemas de abastecimento e expõe falhas estruturais antigas.
Segundo o planejamento estadual, os investimentos em saneamento são considerados essenciais para evitar crises hídricas, reduzir interrupções no fornecimento e preparar a região para os próximos anos, diante das mudanças climáticas e do crescimento urbano contínuo.
Para quem vive na Baixada Santista, os efeitos esperados incluem maior regularidade no fornecimento de água, redução de falhas no abastecimento e mais segurança hídrica em períodos críticos. A melhoria da infraestrutura também contribui para a saúde pública e para a qualidade de vida da população.
Além disso, a ampliação do sistema de saneamento fortalece o desenvolvimento econômico da região, ao oferecer condições mais estáveis para moradia, comércio, turismo e indústria.
O governo estadual informou que as obras seguirão um cronograma escalonado, com entregas parciais ao longo dos próximos anos. Prefeituras da Baixada Santista acompanham a execução e atuam de forma integrada com o estado para minimizar impactos durante as intervenções.
A orientação ao morador é acompanhar os comunicados oficiais do Governo de São Paulo e das administrações municipais para informações sobre prazos, possíveis intervenções locais e benefícios esperados em cada cidade da região.

