

Alterações em regras de interação online reacendem discussão sobre monitoramento, responsabilidade das plataformas e papel das famílias
Em janeiro de 2026, mudanças anunciadas por plataformas de jogos online nas regras de verificação etária e uso de ferramentas de comunicação ampliaram o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Especialistas e organizações da sociedade civil reforçam a importância do monitoramento dos conteúdos acessados por esse público e da atuação conjunta entre famílias, empresas e poder público.
No início do mês, a plataforma Roblox informou alterações em suas regras de uso do chat, passando a exigir confirmação de idade para limitar a interação entre usuários de faixas etárias próximas. A mudança gerou reações entre usuários, especialmente adolescentes, e trouxe visibilidade ao tema da segurança digital.
Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) indicam que cerca de 85% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos possuem perfil em ao menos uma plataforma digital, o que amplia os desafios relacionados à privacidade, exposição a riscos e moderação de conteúdo.
Nesse contexto, organizações como a Plan Brasil participaram, em 2025, dos debates que antecederam a aprovação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), que estabelece princípios de responsabilidade compartilhada entre famílias, plataformas digitais e o Estado.
Especialistas apontam que a intensificação da presença de crianças e adolescentes em jogos online, ambientes imersivos e aplicações com inteligência artificial torna necessária a adoção de mecanismos mais eficazes de proteção, como verificação etária, configurações de segurança por padrão e canais acessíveis de denúncia.
Segundo a Plan Brasil, além das obrigações legais impostas às plataformas, familiares e responsáveis têm papel central ao acompanhar o uso da tecnologia, dialogar sobre riscos e orientar crianças e adolescentes sobre comportamentos seguros no ambiente digital.
Serviço ao leitor:
- Orientação a famílias: acompanhar o uso de jogos e redes sociais, ativar controles parentais e manter diálogo constante sobre riscos e benefícios da internet
- Denúncias e apoio: utilizar os canais de denúncia das próprias plataformas e buscar orientação em órgãos de proteção à criança e ao adolescente
- Informações institucionais:
- Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025)
- Plan Brasil: https://www.plan.org.br
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