

Investimento internacional de R$ 5 milhões vai financiar pesquisas técnicas e pode viabilizar expansão da rede de gás em cidades como Araçatuba e Birigui
O Governo do Estado de São Paulo firmou uma parceria internacional com o Swedfund International AB, instituição financeira do governo da Suécia, para financiar estudos voltados à ampliação da infraestrutura de biometano no estado. O acordo prevê investimento de cerca de R$ 5 milhões, destinados à contratação de consultorias especializadas em energia e infraestrutura, com foco no interior paulista.
Os recursos serão aplicados em estudos técnicos para dimensionar investimentos necessários à implantação de novos gasodutos de biometano, além da avaliação do reaproveitamento do digestato, subproduto da digestão anaeróbica com alto valor nutricional, e da proposição de modelos de negócio para a produção de biofertilizantes orgânicos.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, a iniciativa está alinhada às diretrizes do Plano de Ação Climática 2050 (PAC 2050) e do Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050), que estabelecem metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e de ampliação das fontes renováveis na matriz energética paulista.
Experiência internacional e regulação em SP
O Swedfund já financiou, em anos anteriores, estudos no Brasil voltados à produção de biometano a partir de resíduos de estações de tratamento de esgoto e aterros sanitários, com aplicação no transporte coletivo como alternativa ao diesel.
No âmbito estadual, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo publicou, em dezembro de 2025, uma norma que viabiliza a interconexão de plantas de biometano à rede de gás canalizado. A regulação criou a TUSD-Verde, mecanismo que garante que os custos da conexão sejam pagos exclusivamente pelos produtores de biometano, sem impacto tarifário aos demais usuários.
Impacto no interior paulista
Estudos indicam que São Paulo possui potencial de produzir 6,4 milhões de metros cúbicos de biometano por dia, com possibilidade de gerar até 20 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, fortalecendo uma nova cadeia industrial ligada à energia limpa.
Mais de 80% do potencial produtivo está concentrado no setor sucroenergético, especialmente no interior do estado, que reaproveita resíduos da produção de açúcar e etanol. A substituição parcial do diesel pelo biometano pode reduzir em até 16% as emissões de carbono no transporte.
Araçatuba e Birigui no radar da expansão
A parceria com o governo sueco pode beneficiar diretamente municípios do noroeste paulista. Há estudos em andamento para estender a rede de gás que passa por Araçatuba até Birigui, em um trecho estimado em menos de 10 quilômetros.
A expansão permitiria atender novos empreendimentos industriais e equipamentos públicos, além de viabilizar a instalação de uma usina termoelétrica movida a gás, projeto já apresentado ao município. A iniciativa depende da confirmação da viabilidade técnica e financeira da ampliação da rede.
A ampliação do uso do biometano no interior paulista tem potencial para:
- Reduzir emissões de gases de efeito estufa
- Estimular o reaproveitamento de resíduos agroindustriais
- Gerar empregos e renda em regiões fora dos grandes centros
- Fortalecer a segurança energética do estado
- Atrair investimentos privados em infraestrutura limpa
Serviço ao leitor:
Tema: Energia renovável e biometano
Investimento internacional: R$ 5 milhões (governo da Suécia)
Foco regional: Interior do Estado de São Paulo
Cidades em estudo: Araçatuba e Birigui
Objetivo: Descarbonização, desenvolvimento regional e eficiência energética
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