Corredor na Zona Leste terá 13,6 km, 46 estações e integração com metrô e CPTM
A Prefeitura de São Paulo assinou em 18/12/2025 acordos contratuais (com natureza de pré-contrato) com os consórcios vencedores dos quatro lotes do BRT Aricanduva, projeto de mobilidade que promete reorganizar deslocamentos na Zona Leste ao ligar a Radial Leste/Av. Aricanduva ao Terminal São Mateus (EMTU). A formalização definitiva, porém, ainda depende do recolhimento da garantia de execução contratual pelas empresas.
O BRT Aricanduva é um dos principais projetos de corredor estruturado de ônibus em SP voltado à Zona Leste região onde o tempo de deslocamento pesa no bolso e na rotina de quem trabalha cedo, estuda longe ou precisa cruzar bairros para acessar serviços. A assinatura dos acordos contratuais indica que a obra avançou mais uma etapa burocrática importante, mas ainda não encerra o processo de contratação.
1) O que a Prefeitura assinou
- Foram assinados acordos contratuais com os consórcios dos 4 lotes do BRT Aricanduva.
- A Prefeitura descreve os acordos como pré-contrato; a formalização definitiva ocorrerá após a garantia de execução contratual ser providenciada pelas empresas.
- O procedimento segue o Regulamento de Aquisições do Banco Mundial, citado como agente financiador.
2) Valores e vencedores por lote
- Lote 1: R$ 172.666.328,69 — Consórcio DPE Aricanduva (DP Barros / Paulitec / Era Técnica)
- Lote 2: R$ 181.451.952,62 — Consórcio DPE Aricanduva (DP Barros / Paulitec / Era Técnica)
- Lote 3: R$ 161.293.111,22 — Consórcio FAK Aricanduva (FBS / Kamilos / Casamax)
- Lote 4: R$ 131.455.650,42 — Consórcio SHA Mobilidade Aricanduva (Souza Compec / Heca / Arvek)
3) Trajeto, alcance e integração
- Extensão prevista: 13,6 km.
- Início: interseção Radial Leste x Av. Aricanduva; segue acompanhando o Rio Aricanduva e depois a Av. Ragueb Chohfi até o Terminal São Mateus (EMTU).
- Benefício estimado: cerca de 290 mil passageiros/dia (direto) e aproximadamente 1 milhão de pessoas (indireto).
- Integração prevista com Linha 3-Vermelha (Metrô), Linhas 11-Coral e 12-Safira (CPTM), futura extensão da Linha 2-Verde (Metrô), Linha 15-Prata (Monotrilho) e corredores Radial Leste e Itaquera.
4) Como será o corredor (principais itens)
- 46 estações, com espaçamento médio de 600 metros, estações fechadas e proposta de cobrança de tarifa fora do ônibus.
- Previsão de pavimento rígido (concreto) nas pistas centrais, faixas de ultrapassagem nas paradas e ciclovia + passeios acessíveis.
- Previsão de sistema inteligente (ITS) e monitoramento contínuo, com CFTV e recursos de informação em tempo real.
A apurar
- Quando a Prefeitura divulgará a formalização definitiva dos contratos após a garantia de execução (marco que destrava a obra de fato).
- Cronograma por lote (início, frentes de obra e etapas), e impactos no trânsito de eixos como Aricanduva/Ragueb Chohfi.
- Interdições e rotas alternativas nas áreas mais sensíveis (travessias, pontes, acessos a terminais e comércios).
Impacto para o morador da Zona Leste
Se sair do papel no prazo e com operação eficiente, o BRT tende a mexer no que mais dói para o passageiro: tempo de espera, regularidade, integração e segurança nas paradas. Ao mesmo tempo, obra de corredor grande costuma significar meses (ou anos) de intervenções no viário, mudanças de circulação e impactos no comércio local por isso, calendário e comunicação por trecho serão decisivos para não “punir” quem depende da região no dia a dia.
Serviço
- O anúncio e detalhes oficiais estão na página da Prefeitura (Obras).
- Assim que saírem, o InFoco Sampa Capital atualiza com mapa de frentes de obra, interdições e prazos por lote (a apurar).

