Diagnóstico precoce reduz complicações e interrompe a transmissão; especialistas reforçam enfrentamento ao estigma
O Brasil registrou mais de 22 mil novos casos de hanseníase em um ano de referência recente, conforme dados do Ministério da Saúde. Apesar de ser uma doença curável e com tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (Sistema Único de Saúde), a hanseníase segue cercada por desinformação, o que contribui para atrasos no diagnóstico e maior risco de sequelas.
A hanseníase é causada por uma bactéria que atinge principalmente pele e nervos periféricos. Os sinais iniciais costumam incluir manchas na pele claras, avermelhadas ou acastanhadas com perda de sensibilidade ao toque, calor ou frio, além de formigamentos e dormências em mãos e pés. A ausência de dor frequentemente leva à subvalorização dos sintomas, atrasando a busca por atendimento.
A transmissão ocorre pelas vias respiratórias em contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento. O início do tratamento interrompe rapidamente a transmissão, não havendo risco em abraços, toques ou no compartilhamento de objetos.
Orientação técnica
Especialistas vinculados a serviços públicos de saúde destacam que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar lesões neurológicas e incapacidades físicas. O tratamento é realizado com medicamentos fornecidos gratuitamente pelo SUS, geralmente por seis meses a um ano, com acompanhamento clínico regular.
Além do cuidado ao paciente, a estratégia de controle inclui busca ativa e avaliação de contatos familiares, medida que reduz a circulação da bactéria ao identificar infecções em estágio inicial.
O impacto da hanseníase vai além do aspecto clínico. O estigma histórico associado à doença ainda afasta pessoas dos serviços de saúde. Informações claras e baseadas em evidências são fundamentais para reduzir a exclusão social, estimular a procura precoce por atendimento e proteger a coletividade.
Serviço ao leitor:
- Quando procurar atendimento: ao notar manchas com alteração de sensibilidade, dormência ou formigamento persistente.
- Onde tratar: unidades do SUS oferecem diagnóstico, tratamento e acompanhamento gratuitos.
- Convivência: após o início do tratamento, não há risco de transmissão em contatos sociais usuais.
- Família: contatos próximos devem ser avaliados conforme orientação da equipe de saúde.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo.
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